sábado, 30 de agosto de 2014

BUSCA



Em uma manhã de verão
O sol dividia o seu brilho com a vida
E aquecia as flores dos jardins da terra.

Meu olhar  vagava
Pela natureza urbana
ouvindo o canto dos pardais
que nos recantos da cidade edificada
à beira de um rio,  ensaiavam a sinfonia cotidiana.

Em meio à vagação temporal,
Um ser de singular significância,
Procurava no ar
 
O  pretexto da sua essência;
Aquela que  rompe-se  nua
E em seguida veste os farrapos da covardia.

Subitamente  a nutrição celestial invade a sua alma,
Aflorando a fé que estava escondida no seu profundo existir.
Percebendo-se cruamente em si, grita...!
Loucamente... arrependido de ter duvidado,
Mas ninguém o ouve.
Já não existe em sua própria busca.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SILÊNCIO






Não existe solidão
No meu momento presente,
Agora é silêncio.

O silêncio dos amigos,
Do lar
Do trabalho
Do dia.

O silêncio mais fustigante 
É o do sono
Pois até a noite silencia
além do que deveria
Pra eu dormir...

Se assim  não fizer
Não durmo!
Pois tudo em mim está inquieto.

O silêncio é  tão massacrante
Que não consigo lembrar
Da cantiga dos banzeiros da minha meninice.



A única lembrança
Que o sossego que hoje tenho
Não apagou
Foi a das brancas areias
Da praia de  minha infância
Que Cantavam aos meus pés
Ao correr atrás das gaivotas.