
Em uma manhã de verão
O sol dividia o seu brilho com a vida
E aquecia as flores dos jardins da terra.
Meu olhar vagava
Pela natureza urbana
ouvindo o canto dos pardais
que nos recantos da cidade edificada
à beira de um rio,
ensaiavam a sinfonia cotidiana.
Em meio à vagação temporal,
Um ser de singular significância,
Procurava no ar
Aquela que rompe-se nua
E em seguida veste os farrapos da covardia.
Subitamente a
nutrição celestial invade a sua alma,
Aflorando a fé que estava escondida no seu profundo existir.
Percebendo-se cruamente em si, grita...!
Loucamente... arrependido de ter duvidado,
Mas ninguém o ouve.
Já não existe em sua própria busca.

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